Dimensionar esse fenômeno, entendê-lo e antecipar suas consequências, tanto para as mulheres como para o conjunto da sociedade, é, sem dúvida, uma tarefa complexa e relevante. Assim, foi feita uma pesquisa a fim de analisar os efeitos da elevação da escolaridade feminina na sua inserção no mercado de trabalho, entre 2000 e 2010, a partir da base de dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de São Paulo, realizada pela Fundação Seade e o Dieese. Na Região Metropolitana de São Paulo, o desempenho do mercado de trabalho em 2010 implicou melhor inserção produtiva de homens e mulheres. Para a população feminina, foram gerados 163 mil postos de trabalho, volume suficiente para absorver 99 mil mulheres que ingressaram na força de trabalho local e reduzir em 64 mil o contingente de desempregadas (Tabela 1).
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A taxa de participação feminina (proporção de mulheres com dez anos de idade e mais na situação de ocupadas ou desempregadas) aumentou de 55,9% para 56,2%, entre 2009 e 2010, retomando sua trajetória de expansão. Para os homens, essa taxa ficou praticamente estável, ao passar de 71,5% para 71,6%, nesse período, mantendo-se entre as menores da série, devido à tendência de declínio observada ao longo dos anos. A taxa de desemprego total feminina diminuiu pelo sétimo ano consecutivo, passando de 16,2% para 14,7%, entre 2009 e 2010, assim como a masculina (de 11,6% para 9,5%). O aumento da participação das mulheres foi acompanhado por redução da taxa de desemprego e aumento do nível ocupacional na indústria, no comércio e nos serviços. Apenas os serviços domésticos reduziram seu nível ocupacional.
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