sábado, 9 de julho de 2011

será como anda o mercado de trabalho nas mãos das mulheres?

Nos últimos anos, ao lado do já conhecido processo de feminização do mercado de trabalho, tem ocorrido um debate importante entre os estudiosos das questões de gênero no mundo do trabalho: a polarização do mercado de trabalho feminino. Nesse contexto, passou a ser discutido a convivência de um polo precário, composto por segmentos do mercado de trabalho tradicionalmente ocupados pelas mulheres, e um virtuoso, em franca ascensão, que inclui as posições mais prestigiosas, até agora prioritariamente ocupadas por homens, como as profissões de nível superior.
Dimensionar esse fenômeno, entendê-lo e antecipar suas consequências, tanto para as mulheres como para o conjunto da sociedade, é, sem dúvida, uma tarefa complexa e relevante. Assim, foi feita uma pesquisa a fim de analisar os efeitos da elevação da escolaridade feminina na sua inserção no mercado de trabalho, entre 2000 e 2010, a partir da base de dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de São Paulo, realizada pela Fundação Seade e o Dieese. Na Região Metropolitana de São Paulo, o desempenho do mercado de trabalho em 2010 implicou melhor inserção produtiva de homens e mulheres. Para a população feminina, foram gerados 163 mil postos de trabalho, volume suficiente para absorver 99 mil mulheres que ingressaram na força de trabalho local e reduzir em 64 mil o contingente de desempregadas (Tabela 1).
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A taxa de participação feminina (proporção de mulheres com dez anos de idade e mais na situação de ocupadas ou desempregadas) aumentou de 55,9% para 56,2%, entre 2009 e 2010, retomando sua trajetória de expansão. Para os homens, essa taxa ficou praticamente estável, ao passar de 71,5% para 71,6%, nesse período, mantendo-se entre as menores da série, devido à tendência de declínio observada ao longo dos anos. A taxa de desemprego total feminina diminuiu pelo sétimo ano consecutivo, passando de 16,2% para 14,7%, entre 2009 e 2010, assim como a masculina (de 11,6% para 9,5%). O aumento da participação das mulheres foi acompanhado por redução da taxa de desemprego e aumento do nível ocupacional na indústria, no comércio e nos serviços. Apenas os serviços domésticos reduziram seu nível ocupacional.

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